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HINDUÍSMO
Na
segunda fase do Hinduísmo, que recebe os nomes
de Vedanta (fim dos Vedas) ou Hinduísmo Bramânico,
ocorre a ascensão de Brahma, a divindade que
simboliza a alma universal. Brahma é um dos
deuses que compõem o Trimurti (Trindade) do
Hinduísmo. Ele representa a força criadora.
Os dois outros deuses são Vishnu, o preservador,
e Shiva, o destruidor. Neste momento, surge a figura
dos brâmanes, que compõem a casta sacerdotal
da tradição hindu. Os rituais ganham
uma série de componentes mágicos e elaboram-se
idéias mais complexas acerca do Universo e
da alma, inclusive conceitos como o de reencarnação
e o de transmigração de almas.
Mais
História - A terceira fase
No
século 12, a Índia é invadida
pelos muçulmanos, e grande parte de sua população
é forçada à conversão.
Aliás, o termo hindu designava qualquer pessoa
nascida na Índia, mas a partir do século
13 este termo ganhou uma conotação religiosa,
tornando-se sinônimo de nativo não-convertido
ao Islamismo.
A
influência muçulmana se faz sentir dentro
da ritualística hindu, pois uma das características
marcantes do Hinduísmo é sua capacidade
de absorver novos elementos e agregá-los ao
seu sistema de crenças. Isso também
ocorre quando, no século 18, o Cristianismo
se insere no universo indiano, pela influência
predominante dos colonizadores franceses.
Este
Hinduísmo híbrido também se divide
em várias correntes, cujos expoentes são
gurus como Sri Ramakrishna (1834-86), Vivekananda
(1863-1902) e Sri Aurobindo (1872-1950). O que essas
correntes têm em comum é a preocupação
em estender o trabalho espiritual ao âmbito
social, por meio de trabalhos filantrópicos
e assistenciais.
Por
força dessa nova fase, a própria organização
social da Índia - em sistema de castas -, começa
a perder o sentido, pois existe um clamor ético
por igualdade e solidariedade. O maior mestre do Hinduísmo
moderno é Mahatma Gandhi (1869-1948), conhecido
no Ocidente como chefe político, mas venerado
na Índia como guru espiritual. Gandhi, adepto
da Ahimsa (o princípio da não-violência),
apregoava a importância do homem exercer perfeito
controle sobre si mesmo.
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