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OS CAMINHOS DO ESPÍRITO

JUDAÍSMO

O Judaísmo ensina que a morte não é o fim da existência. Ela apenas assinala uma transformação dentro da lógica natural da vida. O corpo morre e é sepultado, mas o espírito permanece. Essa certeza da eternidade se reflete de muitas formas: nas palavras do Kadish, a oração dos mortos, que fala de vida e não de morte, num sinal de total confiança nos misteriosos desígnios de Deus; na denominação do cemitério, que é chamado de Beit Há´Chayim (Casa da Vida); e na fé de que, ao morrer, o homem vislumbra a Shechiná (presença divina).
Os ortodoxos acreditam que os mortos ressuscitarão em seus corpos no dia da vinda do Messias. Por esse motivo, são contrários à cremação. Já as correntes mais liberais acreditam que essa ressurreição se dê sob uma ótica simbólica: entre o mundo dos mortos e o mundo dos vivos há uma ponte de ligação, que é o amor. E essa ponte é transposta todos dias, por meio de nossos pensamentos e atos. Quando seguimos o exemplo de um antepassado, nós o estamos trazendo de volta à vida. E, na chegada de uma era messiânica, a ligação se tornará ainda mais fácil.
Vale assinalar que o Judaísmo frisa a igualdade entre os homens na hora da morte. O sepultamento é feito sem ostentação e a simplicidade é o antídoto da idolatria: o judeu não pode “cultuar” seus mortos, pois só se deve adorar a Deus.



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