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OS
CAMINHOS DO ESPÍRITO
HINDUÍSMO
Para
essa religião milenar, a morte é parte
de um processo de aperfeiçoamento do espírito.
Todos os seres (minerais, vegetais e animais) estão
presos à Roda de Samsara, que simboliza o ciclo
da morte e do renascimento. Para o hindu, o espírito
que nasce na condição de ser humano
já experimentou muitas outras formas de vidas
anteriores.
Ao se tornar humano, o espírito entra numa
fase de aprimoramento mais complexo. As exigências
se tornam maiores e é provável que ele
precise de muitas encarnações para atingir
a perfeição, que é seu objetivo
final.
Nesse ponto, o Hinduísmo assemelha-se muito
ao Budismo Tibetano - que, aliás, derivou da
religião hindu. Assim, acredita-se que o espírito
ingresse num túnel luminoso, cheio de portais,
associados aos bens e desejos terrenos. Quanto menos
tempo o espírito permanecer nesses portais,
melhor para sua evolução, pois ele poderá
reencarnar mais rapidamente. Só que, antes
que isso aconteça, ele relembrará todas
as suas existências anteriores e será
esclarecido sobre a missão que deverá
cumprir em sua próxima vida.
ISLAMISMO
Dentro
da tradição islâmica, a morte
simboliza a passagem do espírito para um outro
estágio de vida, que ainda não é
a vida eterna. Enquanto não chega o Dia do
Juízo Final, anunciado no Alcorão pelo
profeta Maomé, as almas desencarnadas aguardam
seu destino num plano intermediário, que não
é o inferno nem o paraíso. O encaminhamento
final só acontecerá no Dia do Juízo,
quando todos serão ressuscitados em seus corpos
e julgados por Alá. Então, cada ser
humano, vivo ou desencarnado, receberá sua
recompensa. E muitos têm a esperança
de que a misericórdia de Alá seja tão
infinita que nenhuma alma se perca por toda a eternidade.
Maomé descreveu o paraíso como sendo
um lugar pleno de paz e de muitas delícias.
Já o inferno é o lugar dos tormentos
e das dores mais terríveis.
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