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OS
CAMINHOS DO ESPÍRITO
BUDISMO
TIBETANO
Segundo
o Bardo-Thodol (Livro dos Mortos Tibetano), a alma
se desprende do corpo e penetra num túnel luminoso.
Ao longo do caminho, ela vai deparar com diversos
portais, nos quais permanecerá por períodos
de tempo variáveis. Na verdade, quanto mais
evoluído o espírito, mais rápida
é a viagem.
A pessoa muito presa aos valores terrenos tende a
ficar tempo demais nos portais associados às
suas fraquezas. Por exemplo: alguém guloso
vai ficar um tempão no portal dos alimentos,
até vencer seu desejo de comer excessivamente.
Quem lida com a idéia da morte de maneira sábia
e serena tende a reencarnar mais cedo do que aqueles
que não aceitam a idéia. Com isso, o
espírito também agiliza seu processo
de evolução e não tarda a chegar
ao Nirvana, o estado de perfeição absoluta
que é o destino final de todos os seres humanos.
CANDOMBLÉ
Para
os adeptos dessa doutrina afro-brasileira, a morte
é uma interrupção parcial do
ciclo da existência, que ocorre quando o corpo
físico cessa suas funções vitais.
Mas o ser humano tem também outros três
corpos: o espírito imortal, o sopro vital e
o corpo etérico (aura). Quando os quatro corpos
estão unidos, vibrando juntos, a pessoa é
um elegun (ser vivo). Depois que ela morre, passa
a ser um egun (criatura de ossos). Quando o corpo
físico chega ao fim, a centelha divina prossegue
em seu caminho.
Os ritos funerários de um iniciado no culto
aos orixás variam conforme o grau hierárquico
e litúrgico da pessoa em questão, sua
idade iniciática e as funções
que ela desempenhava dentro da comunidade religiosa.
O principal objetivo dessa cerimônia, que se
realiza a partir do sétimo dia do falecimento,
é conscientizar o espírito da sua partida
e afastá-lo do corpo material. Também
é necessário efetuar o desligamento
do axé, que é a essência vibratória
do orixá de cabeça, sobretudo se o indivíduo
tiver sido consagrado. É que, após a
iniciação, o axé se funde com
o corpo. Após os rituais fúnebres, o
espírito, livre do corpo que já não
o serve mais e do axé, pode continuar seu caminho
(onan). E um dia ele voltará a reencarnar,
com a permissão de Olodumaré, orixá
que rege o destino e os segredos da existência.
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