|
O
Culto a Maria e aos santos
Além
do culto a Jesus, o Catolicismo enfatiza o culto à
Virgem Maria (mãe de Jesus Cristo) e a diversos
santos. Este, aliás, foi um dos pontos de divergência
mais sérios entre a Igreja Católica
e outras correntes cristãs. Para os evangélicos,
por exemplo, a crença no poder da Virgem e
dos santos enquanto intermediadores entre Deus e os
homens constitui uma verdadeira heresia. No entanto,
os teólogos católicos diferenciam muito
bem a adoração e a veneração:
eles explicam que, na liturgia católica, somente
Deus é adorado, na pessoa de Jesus, seu filho
unigênito. O respeito prestado à Virgem
Maria e aos santos (estes últimos, pessoas
que em vida tiveram uma conduta cristã impecável
e exemplar) não constitui um rito de adoração.
Vale ressaltar que o processo de canonização
- que consagra uma pessoa como "santa" -
é minucioso, estende-se ao longo de vários
anos e baseia-se numa série de relatos, pesquisas
e provas testemunhais.
Céu
e o Inferno
A
recompensa máxima esperada pelo fiel católico
é a salvação de sua alma, que
após a morte adentrará o Paraíso
e lá gozará de descanso eterno, junto
de Deus Pai, dos santos e de Jesus Cristo.
No caso de um cristão morrer com algumas "contas
em aberto" com o plano celestial, ele terá
de fazer acertos - que talvez incluam uma passagem
pelo Purgatório, espécie de reino intermediário
onde a alma será submetida a uma série
de suplícios e penitências, a fim de
se purificar. A intensidade dos castigos e o período
de permanência nesse estágio vai depender
do tipo de vida que a pessoa levou na Terra.
Mas
o grande castigo mesmo é a condenação
da alma à perdição eterna, que
acontece no Inferno. É para lá que,
de acordo com os preceitos católicos, são
conduzidos os pecadores renitentes. Um suplício
e tanto, que jamais se acaba e inclui o convívio
com Satanás, o senhor das trevas e personificação
de todo o Mal.
|