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CULTOS AFRO-BRASILEIROS
As
práticas existentes dentro dos terreiros de
Umbanda variam muito. Alguns demonstram uma ligação
mais forte com o Espiritismo, outros se aproximam
mais do Candomblé. Em comum, têm a força
dos rituais, denominados giras, em que os filhos e
filhas-de-santo entoam cânticos e dançam
ao som dos atabaques. As cerimônias geralmente
acontecem à noite e se estendem madrugada adentro.
Os espíritos que "descem" incorporam-se
nos fiéis que estão participando da
gira.
Aqueles
que "recebem" os espíritos são
chamados de cavalos. Durante a incorporação,
o "cavalo" permanece inconsciente, e quem
fala através dele é seu "guia",
ou seja, a entidade espiritual a ele associada. Para
auxiliar os cavalos, existem os cambonos, que ocupam
papel relevante na hierarquia do terreiro. Mas a posição
mais elevada cabe à mãe ou ao pai-de-santo,
que é a pessoa responsável pelos trabalhos
espirituais.
Nos
terreiros umbandistas, o ponto focal é o congá,
altar profusamente enfeitado com flores, velas acesas
e colares de contas coloridas, que simbolizam os diferentes
santos e orixás. No congá, imagens de
Jesus, Nossa Senhora e santos católicos dividem
espaço com estatuetas de pretos-velhos, caboclos,
ciganos, marinheiros e outras entidades espirituais.
A
hierarquia do terreiro
Babalorixás
(Babalaô, quando homem, e Ialorixá, quando
mulher) - São os dirigentes.
Zeladores
(jibonã e sidagã) - Auxiliam os dirigentes.
Ogã
e Sambas
- Tocam os atabaques e observam a disciplina.
Pais
e Mães-Pequenas
(Baba Mindim) - Assistentes do dirigente. Em geral,
ajudam no trabalho de desenvolvimento da mediunidade
dos filhos de fé.
Cambonos
e coroados
(feitos e / ou confirmados) - Prestam assistência
aos cavalos, durante a gira.
Filhos
de fé
(aceitos) - São aqueles que se preparam para
entrar em desenvolvimento.
Filhos
de fé (em
observação) - Freqüentam os trabalhos
para o desenvolvimento de seus dons mediúnicos.
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