|
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
Culto
Vodu
Tem
sua origem entre os negros do Daomé (atual
Benin) e se baseia em dois pilares principais: a incorporação
dos próprios deuses pelos fiéis e a
invocação dos espíritos dos antepassados,
com o objetivo de se fazer consultas oraculares.Essa
crença se disseminou largamente no Haiti, onde
ganhou os contornos de uma religião afro-cristã
repleta de mitos supersticiosos e demonstrações
exageradas de força e poder.
No
Brasil, esse culto não é tão
popular quanto o Candomblé e a Umbanda, mas
conta com um bom número de adeptos, sobretudo
na região de São Luis do Maranhão.
Foi lá que, em 1796, foi fundado o culto Mina
Jeje, pelos negros fons, originários de Abomey
(à época, capital do Daomé).
A família real Fon trouxe consigo o culto às
divindades (voduns, equivalentes aos orixás)
e à Serpente Sagrada, denominada Dan (correspondente
ao orixá Oxumaré).
A
nomenclatura correta para a nação Jeje
seria Ewe-Fon. Em seu dialeto, a casa de Candomblé
é denominada kwe, e segundo sua tradição,
ela deve ser construída em meio à floresta,
numa área repleta de árvores sagradas
e rios. Essa grande área é chamada de
Runpame, que significa "fazenda". Os animais
também ocupam papel de destaque na tradição
Jeje, havendo inclusive cultos em que os voduns são
identificados com certas espécies (leopardo,
crocodilo, pantera, gavião, elefante e outros).
No
Maranhão, a sacerdotisa - que equivaleria à
mãe-de-santo do Candomblé - é
chamada de Noche. Quando o homem ocupa este cargo,
recebe a denominação de Toivoduno.
A
mais famosa Noche da História do culto vodu
maranhense foi Mãe Andresa. Acredita-se que
tenha sido a última princesa de linhagem direta
da família real Fon. Morreu em 1954, aos 104
anos de idade.
Alguns
Deuses Voduns
Ayzan
Vodun da nata da terra.
Sogbô
Vodun do trovão.
Aguê
Vodun da folhagem.
Loko
Vodun do tempo.
<<
1 | 2
| 3 | 4
| 5 | 6
| 7 | 8 | 9
| 10 | 11
| 12 >>
|