
Um
horóscopo de vinte signos se destaca entre
as importantes heranças deixadas pelos
astecas, um dos povos mais poderosos da América
pré-colombiana.Quando os colonizadores
espanhóis chegaram ao nosso continente,
no século 15, os astecas já haviam
dominado todos os seus vizinhos do vale do México
e definido um sistema político baseado
numa divisão social rígida: a nobreza,
da qual faziam parte os guerreiros e os sacerdotes;
uma classe intermediária, composta de comerciantes
e artesãos; e uma classe baixa formada
por agricultores. As produções agrícola,
têxtil e artesanal eram bem desenvolvidas,
e a capital do Império, Tenochititlán,
tinha cinco vezes o tamanho de Madri, a capital
da Espanha.
Os mais importantes dos muitos deuses que os astecas
cultuavam eram Huitzilopochtli, o deus-Sol, e
Quetzacoalt, a serpente emplumada. Invocados pelos
sacerdotes por meio de ritos e orações,
esses deuses concediam força e sabedoria.
A força era usada em guerras sangrentas
e parte das sabedorias os astecas canalizavam
para a astrologia e a astronomia, o que lhes permitiu
desenvolver um calendário lunar de incrível
exatidão. Dividido em períodos regidos
por divindades vinculadas à natureza e
à organização social, o calendário
asteca compõe um horóscopo. De acordo
com o período em que nascemos, estamos
sob a influência de um signo asteca que
determina nossa personalidade.